Postado em 06 de Novembro de 2013 às 09h02

Kerry pede para Europa não misturar espionagem e comércio

Secretário de Estado pediu a europeus para que não deixem escândalo dificultar negociações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos.

Varsóvia - O secretário de Estado americano, John Kerry, pediu nesta terça-feira aos líderes europeus reunidos em Varsóvia para que não deixem o escândalo da espionagem dificultar as negociações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos para a criação de uma zona de livre comércio.

"Esta negociação é realmente uma questão distinta", declarou. "Abrange o emprego, a economia, a concorrência em uma economia global com regras, por vezes, muito questionáveis ​​e frágeis".

"Não deve ser confundida com quaisquer questões legítimas que possam surgir sobre a NSA e outras atividades", afirmou durante uma coletiva de imprensa.

Kerry, que chegou segunda-feira à noite à Polônia, disse que as negociações com a União Europeia para uma Parceria Transatlântica para o Comércio e Investimento (TTIP) deve levar à criação de "uma das forças econômicas mais poderosas do planeta".

A segunda rodada de negociações serão retomadas em 11 de novembro, em Bruxelas, depois de ter sido suspensa durante a paralisia orçamentária do governo federal no mês passado.

Mas as negociações também foram afetadas pela tempestade diplomática desencadeada pelas revelações do ex-consultor de Inteligência, Edward Snowden, sobre as operações de espionagem no exterior pela Agência de Segurança Nacional (NSA) americana.

"Devemos entender que, como parceiros, estamos todos no mesmo barco. Todos nós nos esforçamos para fornecer proteção aos nossos cidadãos", disse Kerry numa coletiva de imprensa conjunta com o seu colega polonês Radoslaw Sikorski.

"Devemos encontrar o equilíbrio entre proteger nossos cidadãos e, é claro, a privacidade de todos os cidadãos", acrescentou.

Ante o descontentamento dos europeus, a Casa Branca prometeu tentar conter as atividades de espionagem dos serviços de inteligência dos Estados Unidos.

Fonte: http://exame.abril.com.br/

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