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Postado em 14 de Julho de 2014 às 13h31

EXPORTAÇÃO AOS PAÍSES ÁRABES CRESCEU 5% EM JUNHO

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Vendas à região avançaram pela primeira vez no ano e renderam mais de US$ 1 bilhão. Desempenho foi influenciado pelo açúcar, minério de ferro e produtos químicos.

As exportações brasileiras aos países árabes renderam mais de US$ 1 bilhão em junho, um aumento de 5,36% em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Foi o primeiro mês de 2014 em que houve crescimento das vendas para a região.

O desempenho foi influenciado principalmente pelos embarques de açúcar, que somaram US$ 372 milhões, um avanço de 26,2% em relação a junho de 2013. Em volume, as exportações aumentaram ainda mais, 36%, e ficaram em 857 mil toneladas, Ou seja, isso indica que houve de fato aumento de demanda, e não apenas de preço.

Para o diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, ocrescimento da importação de açúcar reflete a formação de estoques para o período do Ramadã, que este ano começou no final de junho. Durante o mês do calendário islâmico, os fiéis jejuam do nascer ao por do sol, mas é comum a realização de refeições coletivas e o consumo de doces à noite.

Depois do açúcar, os principais produtos comprados pelos árabes do Brasil em junho foram as carnes de frango e bovina. Houve, no entanto, recuo de 19,4% nas vendas destes itens, que ficaram em US$ 305 milhões.

O Brasil tem enfrentado problemas para exportar carnes para alguns países árabes. No caso da carne bovina, mercados como a Arábia Saudita e outros da região do Golfo mantém embargo ao produto brasileiro desde que o governo anunciou, em dezembro de 2012, que um animal do rebanho paranaense morto em 2010 tinha o agente causador do chamado mal da vaca louca, mas que não chegou a desenvolver a doença.

A Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) manteve a classificação do Brasil como de risco insignificante para a ocorrência da encefalopatia espongiforme bovina.

Este ano ocorreu outro caso em Mato Grosso, também considerado “atípico” como o primeiro, pois não o animal não desenvolveu a doença, mas o Egito, principal comprador de carne brasileira entre os árabes, suspendeu as importações do estado.

Além disso, nações árabes têm recorrido a outros fornecedores em busca de preços mais baixos, como os praticados pela Índia. A Austrália também vende muita carne à região.

Outro item importante da pauta cujas exportações aumentaram foi o minério de ferro. Foi embarcado o equivalente a US$ 162 milhões, um crescimento de 5,27% sobre junho do ano passado.

Avanço importante ocorreu também nas vendas de produtos químicos, principalmente de alumina calcinada, que somaram US$ 54 milhões, 621% a mais do que em junho de 2013.

No caso do minério, houve aumento das exportações para Omã, onde a companhia Vale tem uma usina de pelotização, um armazém e um terminal marítimo.

“Outros países estão demandando mais minério, que vai via Omã”, observou Alaby. Para ele, a demanda por insumos como minério de ferro e alumina demonstra aquecimento da indústria da região, que é produtora de aço e alumínio.

Destinos

Entre os países, os Emirados Árabes Unidos passaram a Arábia Saudita em junho como principal destino dos produtos brasileiros, exatamente por causa das compras de açúcar e alumina. Os embarques para lá renderam US$ 264 milhões, um crescimento de 76% em relação ao mesmo mês do ano passado.

A Arábia Saudita importou o equivalente a US$ 189 milhões, um avanço de 3,8% na mesma comparação. As vendas ao Egito recuaram 23% e ficaram em US$ 128 milhões. Para Omã, houve acréscimo de 107% e as exportações somaram US$ 97,4 milhões. Já a Argélia reduziu suas compras em 21% para US$ 94 milhões.

As importações brasileiras de produtos árabes também aumentaram. As compras somaram US$ 1,13 bilhão, um avanço de 51% em comparação com junho do ano passado. O desempenho foi influenciado principalmente por petróleo e derivados.

Semestre

O desempenho das exportações em junho não foi suficiente para reverter o quadro de queda no acumulado do primeiro semestre. Os embarques aos árabes renderam US$ 6,082 bilhões de janeiro a junho, uma redução de 7,31% em relação ao mesmo período de 2013.

Na avaliação de Alaby, o crescimento ou não das vendas à região nos próximos meses vai depender muito do desenrolar das negociações para suspensão dos embargos à carne. Ele acredita, porém, que a partir de agosto é possível algum aquecimento nos embarques de alimentos em geral em face da necessidade de reposição dos estoques após o Ramadã.

Na seara das importações, os negócios dos países árabes com o Brasil somaram US$ 5,55 bilhões no primeiro semestre, uma queda de 2,53% em comparação com os seis primeiros meses do ano passado.

fonte: http:// www.anba.com.br

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