A Reforma Tributária trouxe uma mudança que vai muito além de comportamento de consumo ou tendência de mercado. Com a criação do chamado Imposto do Pecado, o governo passou a onerar produtos considerados nocivos à saúde, entre eles os produtos com alto teor de açúcar. Na prática, isso não é apenas uma sinalização regulatória. É uma estratégia tributária que altera preços, margens e a lógica de competitividade em diversos setores.
Quando o imposto incide sobre produtos com alto teor de açúcar, o efeito é direto. Mais imposto significa preço final mais alto, margens mais apertadas e maior pressão competitiva. Empresas que não se adaptam rapidamente passam a disputar mercado em condições desiguais, absorvendo custo ou perdendo espaço para concorrentes mais preparados.
É por isso que a migração de grandes marcas para bebidas zero açúcar não pode ser interpretada apenas como resposta a uma demanda do consumidor. Trata-se de uma decisão estratégica. Menor carga tributária, maior previsibilidade de custos e melhor funcionamento da operação ao longo do tempo. O produto muda porque o cenário mudou.
A Reforma Tributária obriga as empresas a pensarem além da fórmula atual do produto. Obriga a rever portfólio, posicionamento, estrutura de custos e planejamento de médio e longo prazo. Quem trata esse movimento apenas como tendência de marketing corre o risco de tomar decisões superficiais. O que está em jogo é a sustentabilidade financeira do negócio em um ambiente tributário mais seletivo e mais exigente.
No Brasil, empresas que atuam nos setores de alimentos, bebidas e bens de consumo já sentem os primeiros efeitos desse novo modelo. O Imposto do Pecado tende a penalizar quem mantém produtos com alta carga tributária sem ajustes estratégicos. Ao mesmo tempo, cria vantagem competitiva para quem se antecipa, adapta formulações, reposiciona marcas e reorganiza sua estrutura tributária.
Esse é o ponto central. Não se trata apenas de reduzir açúcar. Trata-se de reduzir risco. Empresas que se antecipam ganham previsibilidade, protegem margens e se posicionam melhor diante de concorrentes que reagem apenas quando o impacto já chegou ao caixa.
Na SCL Contrade, o trabalho começa justamente nessa leitura de cenário. Ajudamos empresas a entenderem como a Reforma Tributária e o Imposto do Pecado afetam sua operação hoje e como essas decisões impactam o futuro do negócio. Antecipação, planejamento e posicionamento são o que diferenciam empresas que atravessam mudanças estruturais com controle daquelas que perdem competitividade no caminho.
Não é só tendência de consumo. É estratégia tributária aplicada ao negócio. E quem entende isso antes, decide melhor.