Improvisar na importação não é flexibilidade. É risco. E, no contexto do comércio exterior brasileiro, um risco alto, caro e muitas vezes irreversível. Importação envolve câmbio, logística internacional, tributação, prazos, fornecedores e compliance. Apostar que “sempre deu certo” não é estratégia. É exposição.
Liandra costuma alertar sobre o chamado “jeitinho brasileiro”. Aquela lógica de resolver no improviso, de confiar que alguém vai dar um jeito no meio do caminho, de repetir práticas antigas sem reavaliar o cenário. Em alguns momentos, isso até funciona. Mas existe uma regra simples que se repete na importação: o que sempre deu certo, uma hora pode dar errado. E quando dá errado, o impacto não é pequeno.
Na importação, improvisar custa caro. Um detalhe ignorado vira mercadoria parada. Um custo mal calculado vira margem negativa. Um fornecedor escolhido sem critério vira atraso. Um enquadramento fiscal mal feito vira autuação. Empresas brasileiras que importam sem planejamento acabam descobrindo que o risco não está no produto, mas na forma como a operação foi estruturada.
Muitas empresas entram na importação acreditando que experiência passada substitui planejamento. Que basta repetir o modelo anterior. Que dá para ajustar no caminho. O problema é que o cenário muda constantemente. Regras mudam. Tributos mudam. Câmbio muda. Logística muda. O mercado global não funciona com memória afetiva. Ele exige atualização contínua.
Planejar a importação não elimina riscos, mas reduz drasticamente a chance de prejuízo. Planejamento permite antecipar cenários, calcular custos reais, escolher fornecedores confiáveis, definir regimes aduaneiros adequados e entender responsabilidades antes que o problema apareça. Importar sem planejamento é transformar uma decisão estratégica em aposta.
Na SCL, importação nunca começa no improviso. Começa na análise. Começa no entendimento do mercado, na leitura correta do custo total, na avaliação de riscos, na escolha consciente de fornecedores e na estruturação da operação de ponta a ponta. Importação segura não nasce do jeitinho. Nasce do método.
O jeitinho brasileiro pode até resolver um problema pontual. Mas não sustenta uma operação de comércio exterior. Em um ambiente cada vez mais regulado, fiscalizado e competitivo, improvisar deixou de ser ousadia. Virou um dos caminhos mais rápidos para perder dinheiro.
Empresas que importam com consistência entendem isso cedo. Importação exige disciplina, planejamento e decisão bem fundamentada. O resto é sorte. E sorte nunca foi estratégia de crescimento.