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O futuro da Inteligência Artificial e o impacto da rivalidade China–EUA no comércio internacional

A crescente disputa entre China e Estados Unidos pela liderança em inteligência artificial (IA) tem alterações profundas no cenário global, afetando não apenas inovação tecnológica, mas também o comércio internacional e as estratégias de empresas que operam em mercados globais.

Crescente competição tecnológica

Os Estados Unidos adotaram políticas restritivas que limitam a exportação de chips avançados para a China, buscando manter liderança em hardware especializado para IA. Essa estratégia visa preservar sua vantagem tecnológica e nacionalidade de segurança.
Já a China responde com uma política industrial robusta, investindo em toda a cadeia da IA, desde o desenvolvimento de chips até a aplicação final em setores como veículos elétricos, saúde e robótica. O país pretende triplicar sua produção de chips de IA, ampliando tanto sua capacidade interna quanto reduzindo a dependência externa.

Fragmentação do comércio global

Essa corrida tecnológica alimenta uma fragmentação do sistema de comércio internacional. Como ressalta o Financial Times, o mundo vê o surgimento de blocos tecnológicos liderados por grandes potências, afetando fluxos de bens, dados e cooperação global.

Impacto para o comércio internacional brasileiro

1. Reconfiguração de rotas e fornecedores
Empresas brasileiras importadoras de tecnologia já operam em ambiente incerto. A política de restrições sobre chips e equipamentos pode complicar o abastecimento. Portanto, monitorar fornecedores com acesso alternativo, como na China, se torna estratégico.
2. Oportunidades de exportação de serviços e know-how
Com países emergentes investindo em IA, há espaço para exportar soluções em software, consultoria e serviços relacionados, especialmente para setores como agronegócio, saúde e logística.
3. Inteligência tributária e logística internacional ajustadas
Novas cadeias exigem regimes aduaneiros e planejamento tributário adaptados — desde incentivos à inovação até a utilização de parceiros confiáveis para evitar interrupções.

Um olhar para além da rivalidade

Países em desenvolvimento do Global South utilizam essa disputa para definir seus futuros na IA. Como destacam estudos recentes, essas nações se colocam como agentes ativos, não apenas receptores tecnológicos. Isso influencia governança, dados e alianças digitais fora dos polos tradicionais.

Conclusão

A disputa entre China e EUA na IA é estratégica e redefine as dinâmicas globais de comércio. Para empresas brasileiras, o cenário indica necessidade de:
  • Diversificar fornecedores e rotas de fornecimento de tecnologia
  • Avaliar oportunidades em novos mercados de IA na América Latina e África
  • Ajustar logística, contratos e estruturas tributárias para garantir competitividade
Se sua empresa busca navegar com inteligência diante desse panorama, a SCL Contrade pode ajudar com análise estratégica, redesenho logístico e planejamento tributário. Fale conosco para transformar esse futuro em vantagem competitiva.
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