As recentes tensões entre Estados Unidos e Brasil, agravadas pelas tarifas de até 50% impostas pelo governo Trump, colocaram exportadores brasileiros em uma posição delicada. Setores como agronegócio e manufatura enfrentam custos mais altos e margens mais apertadas. Segundo o Financial Times e o Politico, a medida foi impulsionada por fatores políticos e pela irritação norte-americana com a aproximação do Brasil ao BRICS.
Em resposta, o governo brasileiro anunciou um pacote de ajuda de 5 bilhões de dólares para empresas afetadas, como destacou o El País. Essa medida busca compensar perdas imediatas, mas não resolve o desafio estrutural: a crescente volatilidade no comércio com os Estados Unidos.
Por outro lado, surgem oportunidades. A Rússia e a China reforçaram sua disposição em ampliar relações econômicas com o Brasil. A Reuters destacou que acordos bilaterais vêm sendo negociados em áreas como energia, infraestrutura e agricultura. Dentro do BRICS, a cooperação ganha novo peso estratégico e passa a ser vista como alternativa viável ao sistema global centrado no Ocidente.
Para empresas brasileiras, o momento exige estratégia. É hora de revisar portfólios de exportação, diversificar mercados e considerar novas parcerias em cadeias globais de valor. O agronegócio, em especial, pode se beneficiar da maior demanda da China por commodities brasileiras, enquanto setores de tecnologia e infraestrutura encontram espaço em projetos conjuntos no âmbito do BRICS.
A SCL Contrade entende esse movimento como um divisor de águas. Em meio a riscos geopolíticos crescentes, resiliência significa enxergar além das dificuldades imediatas e transformar mudanças no comércio global em novas vantagens competitivas.