A Reforma Tributária deixou de ser um tema conceitual e entrou oficialmente na fase operacional. Para empresas que importam, 2026 marca o início de uma etapa crítica: a obrigatoriedade de adaptação dos documentos fiscais aos novos impostos, mesmo durante o período de transição.
A partir de 1º de janeiro de 2026, empresas importadoras deverão estar aptas a emitir documentos fiscais já com os campos relativos aos novos tributos, como IBS e CBS. A não adequação pode resultar em paralisação das operações, retenções e inconsistências fiscais.
Embora a transição completa esteja prevista até 2033, o tempo de preparação real começa agora.
O que muda na prática para empresas importadoras em 2026
A Reforma Tributária não entra de forma abrupta, mas exige convivência entre o modelo atual e o novo sistema por vários anos. No entanto, essa convivência não é passiva.
A partir de 2026, a importação passa a exigir:
• emissão de documentos fiscais com novos campos de IBS e CBS
• adequação de sistemas fiscais e ERPs
• revisão de parametrizações tributárias
• testes operacionais em ambiente real
• alinhamento entre fiscal, contábil, logística e fornecedores
Ou seja, não se trata apenas de cálculo de imposto, mas de infraestrutura operacional.
Por que o governo exige implementação antes do fim da transição
O período até 2033 foi desenhado para permitir testes, ajustes e correções. Para o governo, a única forma de validar o novo sistema é obrigar as empresas a operarem com ele desde o início.
Isso significa que:
• erros de parametrização aparecerão
• falhas de integração entre sistemas serão expostas
• empresas que não testarem antes estarão mais vulneráveis
• operações podem ser interrompidas por inconsistência documental
Na prática, quem não testa em 2026 corre risco real em 2027 e 2028.
O maior risco não é pagar mais imposto. É não conseguir operar.
Muitas empresas ainda olham a Reforma Tributária apenas sob a ótica de carga tributária. Para importadores, o risco imediato é outro: operacional.
Sem documentos fiscais emitidos corretamente:
• mercadorias podem ficar retidas
• desembaraços podem atrasar
• cadeias logísticas travam
• contratos são descumpridos
• custos indiretos explodem
A Reforma Tributária na importação exige governança fiscal, não improviso.
Quais áreas da empresa precisam estar envolvidas
A adaptação não é responsabilidade exclusiva do setor fiscal. Importadores precisarão integrar:
- Fiscal e contábil: para parametrização correta dos novos tributos e validação de documentos.
- TI e sistemas: para ajustes em ERP, integrações, layouts de documentos e testes.
- Logística e comércio exterior: para garantir que a documentação esteja compatível com os processos aduaneiros.
- Financeiro: para controle de impactos, créditos e previsibilidade de caixa durante a transição.
Por que empresas que importam precisam começar agora
Apesar da transição ir até 2033, o primeiro erro operacional acontece já em 2026. Empresas que deixam para “ver como vai funcionar” assumem riscos desnecessários.
Começar agora permite:
• testar sistemas com menor pressão
• corrigir erros antes de sanções
• capacitar equipes
• ajustar fornecedores e parceiros
• evitar paralisações inesperadas
Reforma Tributária não é um evento. É um processo.
A SCL já está apoiando empresas importadoras na leitura operacional da Reforma Tributária, preparando sistemas, documentos e processos para 2026.
Se sua empresa importa ou depende de insumos importados, o momento de testar, ajustar e planejar é agora.